quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Resenha de Show: IV Vila Germânica Rock Festival c/ Fake Number

IV Vila Germânica Rock Festival c/ Fake Number, Parachamas, Calvin e bandas
08/11/2008 - Parque Vila Germânica - Setor 3 - Blumenau/SC

Depois de mais ou menos oito finais de semana chuvosos em Blumenau/SC, finalmente um sábado de sol, que veio pra abençoar essa IV edição do Vila Germânica Rock Festival. Evento realizado pela prefeitura em parceria com a Secretaria de Turismo da cidade, que tem o objetivo de mostrar as bandas locais que fazem música própria pra galera de toda a região. O chamarisco é sempre um show de alguma banda mais famosa no underground, pra fechar o festival, dessa vez a escolhida foi a Fake Number.
O Vila Rock já é um evento de prestígio e bem conhecido por aqui. Nesta quarta edição foram priorizadas as bandas de Blumenau, com exceção de Fake Number, Police Play Eggs (que veio de Indaial) e Calvin, que é da cidade de Timbó, mas atualmente tem um integrante blumenauense.
A primeira banda a subir no palco, às 15:30hs foi a Falling Apart, que faz um som na linha do hardcore. O show teve apenas meia hora, contou com músicas próprias e alguns covers que empolgaram o público que já perambulava pela Vila, dentre eles, os preferidos foram Underoath – "A Boy Brushed Hair... Living in Black and White” e From First to Last – "Note to Self”, cujo último faltou uma pitada de “gritaria”, mas foi legal.
Troca rápida, e é a vez da Police Play Eggs. Sem palavras e enrolações, eles mandam ver com seu punk rock californiano, fazendo um show quase totalmente autoral, de músicas alegres e vibrantes. Rolou até uma brincadeira com “Pretty Woman”, porém as letras em inglês e a semelhança com Green Day foi o que chamou a atenção do público, que ainda era pequeno, mas a tarde apenas tinha começado.
Chega de califórnia e bubblegum. Hopeless Army sobe no palco da Vila Germânica pela segunda vez destruindo tudo. Destaque para a bateria, muito bem encaixada nas músicas, a performance de palco da banda e principalmente do vocalista, que interage o tempo todo com a galera. Abrem o show com “Meral” (música título do EP, que está com o lançamento previsto para março de 2009), na seqüência “Wasted Life”, a já famosa “The Unique” e um cover clássico da banda, Killswitch Engage – "My Last Serenade”. Ainda mandaram um cover de In Flames, “Trigger”, e fecharam com duas próprias, “Hidden Sweetness” e “Trust Betrayed”. Um show realmente marcante: pensou metalcore em Santa Catarina, lembrou de Hopeless Army.
Tudo corria perfeitamente, sem atrasos e maiores problemas, e às 18:15 é a vez da L.A.D.Y., sem dúvida, os mais estilosos do festival. Já chamaram a atenção quando chegaram, num visual que lembra bastante The 69 Eyes e bandas nessa linha. Arrastaram um público grande pra frente do palco, e, quem não curtiu o som no mínimo deu algumas olhadinhas, atraído pela ótima performance da banda. O repertório contou com músicas do EP ”Midnight Style”, cujo nome também é título da música mais famosa da banda. Pra fechar, um cover de The Cure, “Just Like Heaven”, muitíssimo bem interpretado, no melhor do estilo glam rock da L.A.D.Y., versão belíssima da música, pra orgulhar os poucos fãs de Robert Smith que deviam estar perdidos pelo meio da galera.
Sete horas da noite, e a banda com mais tempo de estrada sobe no palco pra alegrar seu fã-clube: Calvin, que completou seus dez anos em 2008. Abrem o show com a primeira faixa de seu último cd, “Algo Mais que o Preto e Branco”, música belíssima. Tocam também algumas mais antigas, das quais a de maior destaque foi “1983”, é como se fosse uma tradição, um ritual de show que não se completa se essa música não for tocada. Apresentam também sua nova música, “Verniz”, e terminam com “Faça Durar”, emendando Franz Ferdinand e um pouco de “Sweet Child O’Mine”. A Calvin tem uma ótima interação no palco, o que manteve o show quente do primeiro acorde até o último.
Calvin arrecém havia descido do palco quando a Fake Number chegou no local, causando um alvoroço tremendo. Era impressionante a quantidade de meninas que voou em cima deles instantaneamente. O assédio era tanto que foram necessários uma boa quantidade de seguranças para que eles conseguissem chegar até o backstage sem serem “amassados” pelos fãs, que batiam fotos e choravam freneticamente. Incrível como uma banda underground cresceu em proporções tão grandes num tempo curtíssimo.
Dando continuidade, chega a vez da penúltima banda da noite. Pegue um pouco de powerpop, acrescente uma pitada de ska, algumas colheres de indie rock, coloque tudo pra ferver e a cozinha explode: é a vez da Parachamas. O público esperava pela tradicional abertura com a música alemã “Ein Prosit”, mas dessa vez eles começaram “Perdendo o Controle” logo de cara. Tocaram quatro músicas do EP “Bem Vindo”, com exceção da bônus “Superfeito”, e outras que ainda não estão gravadas mas que já são bem conhecidas da galera. A antiga “Lado”, única música da banda sem a presença de metais, fez parte do show, assim como o novo hit “Volte Sempre”. Rolou até um cover de Bonde do Rolê zoado e um breve trecho de “Aquela Música”, da Fake Number no meio de “Como Não Dizer”, surpresa muitíssimo bem aceita pelo público.
Sem dúvida um ótimo show, com direito a trompete sendo equilibrado no queixo, piadas sem graça e muita empolgação do início ao fim.
Sem mais delongas, finalmente a banda mais aguardada do Vila Rock: “Boa noite, nós somos a Fake Number!”. E o show começa, diferente, com uma abertura instrumental e em seguida “Apenas Mais Um”, “Mais do Que Palavras” e a famosa “Segredos Que Guardei”, todas gritadas pelo público do início ao fim. Elektra evoluiu muito no vocal nesses últimos meses, canta e sustenta a voz com uma naturalidade nitidamente maior do que aquela Elektra de um ano atrás, interage o tempo todo com o público e com a banda no palco, sacode, balança, pula e até parece menos tímida do que antes, mais segura de si e conduz muito bem o show. Tocaram “A Cada Dia”, que já pode ser considerada uma “Platônico número dois”, “CrushCrushCrush” do Paramore (como não poderia deixar de ser), “Como Se Você Estivesse Aqui” e então o último single, “Aquela Música”, que começou com o refrão a capella cantado junto com o público, formando um verdadeiro coral. De surpresa para a galera, um cover de Jonas Brothers, “Burning Up”. O hino “Platônico” e “Conto de Farsas” fecham o show. A primeira vez da Fake Number em Blumenau foi certamente inesquecível, tanto pra eles, quanto para o público que saiu dali naquela noite cantando “flashes dos minutos que pra sempre vou guardar...”.


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